Dra. Vanessa Cherniauskas / Tireoide
O câncer de tireoide pode ser curado sim. Esse tipo de neoplasia se manifesta de maneira pouco agressiva na grande maioria dos casos, apresentando remissão em torno de 95% deles. A evolução do quadro depende do estágio em que o tumor é detectado, bem como da conduta adotada diante dele e da adesão do paciente ao seu seguimento.
O seguimento do câncer de tireoide é longo e deve ser norteado por sua classificação de risco inicial, durante o diagnóstico do tumor. Os pacientes sem evidência estrutural ou funcional da doença podem ser acompanhados com dosagens periódicas de tireoglobulina, anti-tireoglobulina, Ultrassom cervical e outros exames de imagem, se necessário.
A maioria dos tipos de câncer de tireóide apresenta uma evolução lenta com baixo risco de metástase (acometimento de outros órgãos) e, por isso, é possível dizer que o paciente tem boas perspectivas de remissão da doença ao receber tal diagnóstico.
Vale ressaltar ainda que o câncer de tireoide tem maior prevalência entre as mulheres: sendo a incidência três vezes maior do que nos homens.
Quais os tipos mais comuns de nódulos na tireoide?
Os carcinomas que acometem a tireoide são divididos em Diferenciados e Indiferenciados, sendo o primeiro grupo muito mais comum.
No grupo dos carcinomas diferenciados, as principais neoplasias são
O carcinoma papilífero corresponde a 80% dos nódulos tireoidianos Diferenciados, enquanto o carcinoma folicular representa 15% deles e o carcinoma de células oncocíticas, mais raro de todos, não passa de 5% dos casos. Em todas as situações, o câncer pode se disseminar para outras partes do corpo, como os linfonodos do pescoço, pulmões e ossos, mas as chances de remissão são bastante altas.
Entre os carcinomas Indiferenciados está um dos mais agressivos: o carcinoma anaplásico. Felizmente, apesar de ser o mais letal, ele também é o mais raro, representando menos de 2% de todas as neoplasias da tireoide.
O diagnóstico das doenças de tireoide, incluindo as neoplasias, é realizado primeiramente em consultório com base na história clínica e na ultrassonografia. Por meio deste exame, dependendo da classificação ACR TI-RADS é avaliado a necessidade da realização de uma biópsia, tambem chamada de PAAF (Punção Aspirativa por Agulha Fina) e de outros exames complementares.
Como tratar o câncer de tireoide?
A depender do tipo e do estágio de diagnóstico dos nódulos, o principal protocolo de tratamento gira em torno das cirurgias de lobectomia e tireoidectomia, que consistem respectivamente na retirada parcial ou total da glândula tireoide. Existem, porém, outras terapias complementares:
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