A tireoide é uma glândula responsável por produzir T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), hormônios que controlam o metabolismo, a energia celular e o crescimento dos tecidos. Sendo assim, é essencial que ela esteja saudável especialmente durante uma gestação. Entenda os riscos de um problema de tireoide na gravidez, bem como os principais sinais de alerta e os possíveis tratamentos.
Em Resumo
Por que importa
A tireoide da mãe é fundamental para o desenvolvimento cerebral do bebê, especialmente no primeiro trimestre.
Alteração mais comum
Hipotireoidismo — geralmente assintomático, descoberto por exames de TSH e T4 livre.
Risco se não tratar
Aborto, parto prematuro, pré-eclâmpsia e comprometimento neurológico fetal.
Tratamento
Levotiroxina (no hipo) ou antitireoidianos específicos (no hiper) — ajustados a cada trimestre.
TSH ideal antes de engravidar
Abaixo de 2,5 mUI/L para mulheres com histórico de Hashimoto ou em planejamento.
Quem cuida
Endocrinologista em paralelo ao obstetra — reavaliações a cada trimestre.
As duas alterações de tireoide mais comuns são o hipotireoidismo e o hipertireoidismo. No primeiro caso, a glândula não produz quantidade suficiente de hormônios tireoidianos e, no segundo, a produção é excessiva. Essas alterações podem surgir antes da gravidez ou durante a gestação.
Especialmente no início da gravidez, o bebê depende dos hormônios tireoidianos da mãe para se desenvolver corretamente. É por isso que, desde antes de engravidar, é essencial que a paciente busque o acompanhamento com um endocrinologista (médico especialista em distúrbios hormonais e metabólicos, incluindo doenças da tireoide).
Saiba quais riscos estes distúrbios de tireoide oferecem para mãe e bebê durante a gravidez:
O hipotireoidismo é a alteração mais comum da tireoide na gravidez. Ela acontece quando a glândula não produz hormônios suficientes para atender às demandas da mãe e do bebê. Os sintomas desse distúrbio incluem cansaço intenso, constipação, ganho de peso excessivo, queda de cabelo e sensação de frio.
Muitas vezes, porém, o transtorno não tem sintomas e é descoberto apenas por exames que mostram TSH elevado na gestação e baixos níveis de T4 livre.
Quando não tratado, ele pode causar a perda gestacional, parto prematuro, pré-eclâmpsia e comprometimento cognitivo fetal. O tratamento do problema e o devido controle da função tireoidiana, no entanto, previnem essas questões. Ele é feito a partir da reposição hormonal com levotiroxina, sempre ajustada conforme o acompanhamento trimestral.
Importante: a causa mais comum de hipotireoidismo na gestação é a tireoidite de Hashimoto, condição autoimune que merece avaliação específica.
O hipertireoidismo é menos frequente que o hipotireoidismo na gestação. Geralmente, ele é causado pela doença de Graves — algo que tende a ser diagnosticado previamente na paciente. Os sintomas desse distúrbio incluem taquicardia, insônia, perda de peso, nervosismo e intolerância ao calor.
Quando grave, esse problema de tireoide pode provocar baixo peso fetal e parto prematuro. Tratá-lo, porém, previne essas questões. Isso é feito com medicamentos antitireoidianos específicos que barram a produção excessiva de hormônios pela tireoide.
O diagnóstico de problemas tireoidianos é feito a partir de uma série de exames de tireoide na gravidez. São eles:
Para mulheres que já têm ou descobrem problemas de tireoide na gestação, o acompanhamento com um médico endocrinologista deve ser regular, com reavaliações a cada trimestre. Ele não substitui o acompanhamento pelo obstetra, e sim anda em paralelo.
Além disso, é imprescindível que, além do acompanhamento e, se necessário, do tratamento, a gestante também conserve bons hábitos de saúde. Isso ajuda, e muito, no controle de distúrbios tireoidianos. Nesse sentido, é importante manter a alimentação equilibrada e evitar automedicação, bem como suplementos não prescritos por médicos.
Dúvidas mais comuns de gestantes e mulheres que planejam engravidar sobre alterações tireoidianas.
Alterações de tireoide na gravidez podem aumentar o risco de abortamento espontâneo, pré-eclâmpsia, parto prematuro, baixo peso fetal e, em casos graves, morte perinatal.
Além disso, a falta de hormônios tireoidianos pode comprometer o desenvolvimento cerebral do bebê, especialmente no primeiro trimestre. O controle rigoroso dos níveis de TSH e T4 é essencial para prevenir complicações.
Ter hipotireoidismo gestacional ou hipertireoidismo não impede o parto natural de acontecer — desde que a alteração da tireoide esteja controlada. O tipo de parto depende mais de fatores obstétricos do que da disfunção hormonal.
Quando os níveis hormonais estão equilibrados e o tratamento é seguido corretamente, o parto vaginal costuma ser seguro.
Os hormônios tireoidianos maternos são fundamentais para o desenvolvimento cerebral fetal. Alterações não tratadas podem causar problemas de desenvolvimento, déficit de aprendizagem, baixa estatura e atrasos motores.
Por outro lado, quando o distúrbio é tratado adequadamente, esses riscos praticamente desaparecem.
Os valores de referência mudam ao longo dos trimestres. De forma geral, busca-se manter o TSH abaixo de 2,5 mUI/L antes da concepção e ao longo do primeiro trimestre, e abaixo de 3,0 mUI/L nos demais trimestres.
Esses valores podem variar conforme cada caso individual e devem ser interpretados sempre pelo endocrinologista responsável.
Sim. Mulheres com tireoidite de Hashimoto podem engravidar e ter gestações saudáveis, desde que a função tireoidiana esteja bem controlada antes e durante toda a gravidez.
Em geral, a dose de levotiroxina precisa ser ajustada (frequentemente aumentada em 25–50%) já nas primeiras semanas de gestação, e os exames devem ser repetidos a cada 4–6 semanas.
Sim. A ultrassonografia da tireoide é um exame que não usa radiação e pode ser realizado com segurança em qualquer fase da gestação. É a primeira escolha para avaliar a estrutura da glândula e investigar nódulos durante a gravidez.
Acompanhamento Especializado
Dra. Vanessa Cherniauskas Morikawa — Endocrinologista
CRM-SP 177190 · RQE 103720
Atendimento especializado para mulheres que planejam engravidar, gestantes com alterações tireoidianas conhecidas e pacientes que descobriram disfunção da tireoide durante a gravidez. Doutora em Ciências da Saúde pela FCMSCSP, com atuação no Núcleo de Tireoide da Beneficência Portuguesa de São Paulo. Atendimento particular, presencial em Pinheiros ou por telemedicina para todo o Brasil.
Atuação Acadêmica e Hospitalar
Beneficência Portuguesa de São Paulo · Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
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Consultório
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Conjuntos 209 / 210
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Modalidades
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Atendimento em inglês disponível
Diferenciais Técnicos
USG de tireoide no consultório
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